Em tempo de eleição, acirram-se as discussões sobre política e o próprio processo eleitoral, trazendo consigo a caducada repetição dos mitos eleitorais que já se tornaram praticamente parte de nossa cultura.
Um dos mais repetidos é o popularmente chamado "voto útil", ou votar no menos pior só pra garantir o segundo turno é uma das piores tradições da política brasileira. Trata-se de uma expressão de conformismo com a realidade atual, buscando alternativa dentro dos partidos dominantes. Um voto nestes, é um voto no programa da direita, a mesma que, quando eleita, governará para os ricos.
Votar em um candidato a prefeito "viável" e "menos ruim", apenas pra desbancar aquele que é uma bosta, entra na lógica do conformismo, como se nada nunca pudesse mudar.
Entra na lógica de se conformar com a exploração e todas as outras formas de opressão que só poderão ser combatidas de fato em uma sociedade sem exploração do homem pelo próprio homem.
O seu voto em um partido de esquerda não será “queimado”, na verdade será extremamente útil. Ele representa a sua indignação com esse sistema eleitoreiro vergonhoso, injusto e corrupto, onde quem tem mais $$ vence. Também mostra que os que não se conformam estão crescendo!



Os partidos que mais aparecem no horário eleitoral, que têm maiores números de candidatos(as) e que gastam fortunas com os marqueteiros de suas lindas campanhas “hollywoodianas”, são financiados por grandes empresas. E como qualquer empresa depende de lucro, após as eleições a dívida acumulada na campanha é cobrada através de privilégios em licitações e parcerias público-privadas.
Tanto Lemos, quanto Edgar, Lange, Idalina... são financiados pela burguesia da cidade. Suas campanha são milionárias e estarão comprometidas com os financiadores da campanha.
Além de incentivos fiscais e outras formas de desviar dinheiro público que acaba na cueca de alguém em Brasília ou tornando alguns prefeitos milionários em apenas 4 anos. Assim, a manutenção da configuração da nossa realidade continuará favorecendo os poderosos. Trabalhadores e oprimidos só pagam a conta.

Outra argumentação que precisa ser revista é a de que “não votamos em partidos, votamos em pessoas”. O voto é direcionado a seu (sua) candidato(a), mas esta mesma pessoa não “representa” apenas os seus interesses, representa os interesses do partido do qual faz parte e, principalmente, os de quem financiou a sua campanha durante as eleições.

Faça parte dessa mudança, vote no PSTU.
No dia 07 outubro, vote em:
Rosana e Castagna 21
Prof. Márcia Farherr 16000