sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
PSTU - Oeste do Paraná: Todo apoio aos trabalhadores da Globoaves e Diplom...
PSTU - Oeste do Paraná: Todo apoio aos trabalhadores da Globoaves e Diplom...: Nota PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado Como se não bastassem as péssimas condições de trabalho e salário e os gra...
Todo apoio aos trabalhadores da Globoaves e Diplomata! Pagamento dos salários e 13º já!
Nota PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Como se não bastassem as péssimas condições de trabalho e salário e os graves problemas de saúde, milhares de trabalhadores da empresa Globoaves de Cascavel, de propriedade da família Kaeffer, ainda não receberam a segunda parcela de 13º Salário que era pra ser paga no dia 20 de Dezembro de 2012. Os trabalhadores desta empresa, no início do mês de dezembro, foram obrigados a paralisarem suas atividades para que a empresa depositasse a primeira parcela do 13º e apresentasse um índice de reajuste salarial. Infelizmente a história se repete e novamente terão que conquistar pela mobilização um direito garantido em lei.
Na empresa Diplomata de Capanema, de propriedade do Dep. Federal Alfredo Kaeffer – PSDB, o problema é ainda mais grave. Trabalhadores e agricultores estão sem receber seus salários e direitos trabalhistas há mais de dois meses. Os trabalhadores e familiares estão acampados em frente à fábrica para garantir que os frangos que estão na Câmara Fria e o maquinário não sejam vendidos pois é a única garantia de bens materiais que eles tem para receber seus salários.
É preciso a máxima solidariedade de classe de sindicatos, grêmios, mov. populares, eclesiásticos... aos trabalhadores da Diplomata e Globoaves e exigir um posicionamento em defesa dos trabalhadores do Prefeito Edgar Bueno-PDT/PSDB e da Câmara de Vereadores de Cascavel. Além disso, exigir do Dep. Federal Alfredo Kaifer-PSDB respeito as leis trabalhistas e o pagamento dos salários e o 13º de todos os trabalhadores!
Crise na indústria abre pretexto para ataques a direitos trabalhistas. Projeto de flexibilização da CLT parte do próprio Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, filiado à CUT!
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), uma das entidades mais importantes da CUT, apresentou ao Governo Federal e ao presidente da Câmara dos Deputados, uma proposta de Anteprojeto de Lei que muda a legislação trabalhista criando o Acordo Coletivo Especial (ACE). O ACE propõe um novo padrão de negociação coletiva, por empresa, com possibilidade de flexibilização dos direitos trabalhistas. A proposta possibilita que, nas negociações coletivas, o negociado prevaleça sobre o legislado. O ACE, se aprovado, abrirá brechas para que as férias e o adicional de um terço, o aviso prévio e o pagamento de insalubridade e periculosidade, por exemplo, sejam reduzidos ou parcelados, e inclusive se acabe com 13º salário. Este projeto pretende seguir o exemplo da Europa e impor aos trabalhadores brasileiros uma nova rodada de ataques a seus direitos para garantir a manutenção dos lucros dos patrões. Agora, porém, através do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, da CUT e do governo Dilma.
Venha para o PSTU - Contato 9951-2672 / pstucascavel@gmail.com
domingo, 9 de dezembro de 2012
Depois de pouco mais de um mês da instalação da UPS da região norte a violência continua em Cascavel!
Nota PSTU/Cvel
Depois de pouco
mais de um mês da instalação da UPS da Região Norte, a violência continua em Cascavel!
Sob a justificativa de “aproximar os policiais da comunidade e ainda
diminuir a criminalidade nos bairros da região norte” foi instalada as vésperas
do segundo turno das eleições, uma Unidade Paraná Seguro – UPS no bairro
Interlagos em Cascavel. O então candidato à prefeito, Edgar Bueno – PDT em
conjunto com o Governador do Estado, Beto Richa – PSDB, numa política
claramente eleitoreira, copiaram o modelo das UPP´s do Governo Cabral – PMDB/RJ
que foram amplamente apoiadas pelo governo Dilma – PT.
Naquele momento nós do PSTU fomos uma das poucas correntes políticas a
dizer, em alto e bom som, que não concordávamos que a violência se combata com
policiamento nos bairros. Dizíamos em nota pública[1]
que a violência é fruto da desigualdade social e precisa ser combatida na raiz,
com políticas públicas que garantam condições dignas de existência para que a
classe trabalhadora e a juventude possam ter perspectiva de vida.
E agora, passado pouco mais de um mês da instalação da “UPS da região
norte”, a realidade começa a nos dar razão. Os assassinatos da juventude pobre
e marginalizada continuam e inclusive tem aumentado nos últimos dias principalmente
na região norte, curiosamente na região em que foi instalada a UPS.
Esta política reacionária - defendida pelo PDT, PSDB, PMDB e PT - tem
como objetivo a criminalização da pobreza e, em nenhum momento aponta para
investimentos públicos que visem à solução do problema. Enquanto persistir a
desigualdade social, enquanto o dinheiro público servir para engordar
banqueiros e multinacionais que financiam as campanhas eleitorais dos
parlamentares, o problema da violência não será resolvido. O governo federal do
PT vai mandar 50% de toda a arrecadação federal para a agiotagem internacional
enquanto a saúde e educação juntas ficam com menos de 8%.
Precisamos de uma UPS sim, mas não na região norte. Ela deve ser
instalada na Prefeitura e na Câmara Municipal. Ali estão os verdadeiros
responsáveis pela violência, tanto policial quanto social, que o povo e a
juventude pobre e negra (em sua maioria) da periferia sofrem todo dia.
Propostas:
- Lutar
por uma mudança na política econômica do governo federal, estadual e
municipal para assegurar salário, emprego e educação para todos e
perspectiva de vida à juventude;
- Plano
de Obras Públicas através de uma empresa pública de construção civil, que garanta
emprego digno a juventude, construa 40 creches, Centros de Lazer em todos
os bairros e as mais de 20.000 casas populares necessária para acabar com
o déficit habitacional de Cascavel.
- O
problema das drogas se resolve com saúde pública e não com repressão! Defesa da descriminalização das
drogas para acabar com o submundo do narcotráfico e tratar os dependentes
químicos. Legalização e controle público para afastar o
crime organizado. Criar um fundo público para financiar a Saúde – inclusive
atendimento aos abusadores. Campanhas Públicas de prevenção ao abuso.
Proibição da propaganda de todas as drogas!
- Defesa
da desmilitarização da polícia e construção de nova polícia única e civil,
controlada pela comunidade, com delegados eleitos, com condições de
trabalho, direitos trabalhistas aos policiais, inclusive de sindicalização
e greve, e salários decentes.
- Prisão
e expropriação dos bens dos maiores ladrões: os políticos
e empresários corruptos.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Zé Dirceu, o PT e a esquerda brasileira.
Zé Dirceu passou para o lado do inimigo, apoiou a reforma da Previdência e, por fim, meteu-se em um caso de corrupção
JERÔNIMO CASTRO, DE CONTAGEM (MG) |
| José Dirceu, ex-líder estudantil e ex-guerrilheiro | ||
• O julgamento do mensalão está chegando ao fim. O resultado final será a condenação de quase toda a antiga cúpula política do PT, bem como de várias de suas figuras públicas. Com a exceção de Lula.
O motivo da condenação parece legítimo: corrupção ativa, compra de votos no parlamento, desvio de dinheiro público e um longo etc. Uma boa parte da grande imprensa apresenta as condenações como um novo momento da política brasileira. Finalmente, dizem, os casos de corrupção são julgados e os corruptos condenados, podendo inclusive ir para a cadeia.
Os juízes do Supremo Tribunal Federal que estão à frente do julgamento são apresentados como heróis que enfrentam a corrupção e os poderosos em uma tentativa de “passar o Brasil a limpo”. No entanto, parece necessário fazer uma análise mais profunda de todo o processo e de seus condenados. Não apenas de sua trajetória política, mas inclusive a serviço do quê eles corromperam ou foram corrompidos.
O mais notório dos condenados, José Dirceu, tem uma das mais notáveis biografias políticas do Brasil. Líder estudantil no começo da ditadura, preso no congresso da UNEne de Ibiúna, trocado pelo embaixador Charles Burke Elbrick em Setembro de 1969, exilado em Cuba, fez treinamento guerrilheiro e virou dirigente da fração esquerdista da ALN, conhecida como Grupo Primavera, que preconizava a volta para o Brasil e a continuidade das ações militares contra a ditadura.
Desapareceu do cenário político em meado dos anos 70, escondendo-se no interior do Paraná onde levou uma vida clandestina na pequena cidade de Cruzeiro do Oeste. Incólume, nem mesmo sua esposa sabia sua verdadeira identidade. Com o fim da ditadura e a anistia voltou à cena para ajudar a fundar o Partido dos Trabalhadores.
Neste partido dirigirá sua fração mais à direita, a Articulação, e será sempre o homem que busca um programa moderado e que dialogue com setores burgueses. Vai ser José Dirceu quem perseguirá até à expulsão a Convergência Socialista, será o mesmo José Dirceu quem defenderá à época do plano cruzado de José Sarney que o PT deve ser a ala esquerda dos “fiscais do Sarney”. Será José Dirceu que lutará até conseguir a frente com José Alencar para as eleições de 2002.
No poder, será o ministro da Casa Civil e, segundo alguns, a eminência parda do governo Lula.
Se alguém pode ganhar o prêmio por domesticar o PT, transformá-lo em partido da ordem e em baluarte do regime democrático burguês, esse alguém, sem sombra de dúvida, é José Dirceu. Mais incrível ainda, uma das mais importantes compras de votos feita pelo esquema de José Dirceu foi justamente para aprovar a reforma da Previdência Social, um ataque brutal contra os trabalhadores e amplamente apoiado pela burguesia e a sua mídia.
Por outro lado não é necessário ter muita inteligência nem ser um “expert” em política para se dar conta que somente um lado está sendo julgado. O PSDB e o PMDB têm muito mais culpa no cartório, ou pelo menos tanta culpa quanto o PT e seus ex-dirigentes agora condenados. A pergunta é, por quê?
A Burguesia não perdoa nem esqueceA condenação de Zé Dirceu não tem a ver com seu presente. Atualmente, poucos políticos fizeram tanto pela estabilidade da dominação burguesa e pela defesa do status quo vigente.
Também é indiscutível que Zé Dirceu não é mais corrupto que a maioria dos grandes políticos burgueses tradicionais. Maracutaias como a das privatizações, da reeleição de FHC, entre outras, deixam claro que o pudor da burguesia em relação à roubalheira do Estado é nula ou muito próxima a isso.
No entanto, Zé Dirceu e uma parte de seus comparsas no mensalão têm um passado. E é isso que é necessário matar. Diferentemente dos demais corruptos do país, públicos e privados, ativos e passivos, José Dirceu é uma nota dissonante na política brasileira, não pelo seu presente, integrado à ordem, mas por seu passado de dirigente estudantil, líder guerrilheiro e organizador de um partido, que em suas origens esteve contra a ordem vigente.
A burguesia, como todos os setores dirigentes, prefere sempre corromper e cooptar seus inimigos a liquidá-los. Um ex-inimigo domesticado é sempre um troféu melhor que um ex-inimigo morto. Na política essa verdade tem, digamos, uma dimensão ainda mais ampla. Corromper e cooptar um dirigente inimigo significa não apenas ganhar um novo “aliado” e enfraquecer a parte contrária, significa também desmoralizar as “tropas” inimigas. Quando se trata de um enfrentamento onde não são meramente setores distintos de uma mesma classe que se enfrentam, mas onde os “inimigos” representam, ainda que apenas no imaginário das classes, a classes opostas, esta conquista, o ato de cooptar ou corromper a um dirigente inimigo toma uma dimensão ainda maior.
Diferentemente da burguesia, o proletariado forma muito menos quadros e dirigentes. Isso é inevitável na sociedade capitalista. A classe trabalhadora é embrutecida permanentemente com drogas, religião, novelas, publicações de baixa qualidade, todo tipo de pornografia, etc. Por outro lado a qualidade do ensino que lhe é oferecida é cada vez mais baixa e tecnificante. Para cada quadro formado na sociedade burguesa que se passa para, ou tem origem no proletariado, deve haver centenas que são de origem burguesa e continuarão a servir à burguesia.

O peso de um quadro operário, dedicado à causa da classe trabalhadora, dentro do movimento operário é muito superior ao peso de um quadro burguês dedicado à causa burguesa. A escassez também é um elemento da valorização de qualquer produto. Quando um destes quadros dirigentes cai, é inevitável que o lado oposto se regozije. Mas é necessário não criar mitos. Um morto sempre é um símbolo, o perseguido de hoje será o mártir inspirador de amanhã.
José Dirceu foi, pois, o trânsfuga perfeito. Passou-se para o lado do inimigo, apoiou coisas tais como a contra-reforma da Previdência, perseguiu a esquerda de seu próprio partido e, finalmente, meteu-se em um dos mais asquerosos processos de corrupção da história do país. O trânsfuga prestou este último serviço à burguesia, o de desmoralizar seu próprio exército antes da já inevitável queda. José Dirceu cumpriu o triste papel de confirmar aos olhos da classe trabalhadora a máxima, que a burguesia se esforça para legitimar, de que “são todos iguais” e de que no fim das contas todos os políticos só pensam em si mesmos.
A queda de José Dirceu, inevitavelmente, arrasta consigo uma parte das melhores esperanças de classe trabalhadora: a de que seus representantes fariam outro tipo de política.
Sem romper com a burguesia não há solução para a corrupção
O degradante espetáculo público do julgamento do STF, que já foi chamado com razão de BBB, e junto com ele a ridícula caricatura dos juízes togados tentando se colocar acima do lamaçal da sociedade burguesa, entorpecerá mais de um coração nestes dias.
Já há quem fale que Joaquim Barbosa deveria ser candidato a presidente da República. O sistema se recria todos os dias. Os mensaleiros do PT ajudaram a que este triste espetáculo pudesse ser representado sem que a burguesia precisasse cortar mais profundamente entre seus quadros prediletos.
No entanto, para além dos efeitos imediatos, é bom que a esquerda, em especial aquela que se julga revolucionária, e mais ainda a nova esquerda “post” PT, tire lições da adaptação parlamentar e do vale tudo eleitoral.
Acreditar que é possível ganhar eleições e governar junto com a burguesia e não ver que isso levará inevitavelmente a usar e se misturar com seus métodos de fazer política, leiam-se corrupção, chantagem e roubo, é no mínimo ingenuidade. E como dizia Lênin, “em política ingenuidade é crime”.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
CUT e Governo Dilma (PT/PMDB/PDT/PCdoB) preparam ataque à CLT!
CUT apresenta anteprojeto de lei para flexibilizar direitos trabalhistas
Sob o argumento cínico e vazio da “modernização e democratização” das relações entre empresas e trabalhadores, CUT resgata antigo projeto de FHC, também defendido por Lula.
Vídeo construído pela CSP-Conlutas
CAÊ BATISTA*, DE SÃO PAULO (SP) |
• O Governo Federal estuda um anteprojeto de lei que prevê a flexibilização das leis trabalhistas. Elaborado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), o anteprojeto está nas mãos da Casa Civil e sendo apreciado pessoalmente pela presidente Dilma Rousseff. Ele deve ser encaminhado ao Congresso em algumas semanas.
Apoiado pelas empresas, o texto busca criar bases legais para flexibilizar os direitos trabalhistas previstos na CLT. Caso transformado em projeto de lei e posteriormente aprovado, empresas e sindicatos poderão celebrar o Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico (ACTPE), que definirá “condições específicas de trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa e às suas respectivas relações de trabalho”.
Pelo anteprojeto, para assinar os acordos, os sindicatos deverão ser habilitados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. E a elaboração desses acordos seria feita pelo Comitê Sindical de Empresa (CSE), uma representação do sindicato dentro das empresas. Esses comitês seriam eleitos pelos trabalhadores, em voto secreto, e estariam à disposição das empresas para negociar a qualquer tempo as “condições específicas” de trabalho.
A CUT defende o anteprojeto, argumentando que é preciso modernizar as relações de trabalho, superando as amarras que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) impõe. Para tanto, dizem os dirigentes dessa central sindical, é necessário democratizar as relações entre empresas e trabalhadores. Defendem que a criação dos CSE estaria em sintonia com a modernização da economia globalizada, pois os trabalhadores estariam representados em seus locais de trabalho e os problemas “coletivos e individuais” de cada empresa seriam resolvidos imediatamente.
Os defensores do texto argumentam que essas mudanças trariam duas vantagens: redução das reclamações trabalhistas, individuais e coletivas, e melhoria da gestão de recursos humanos. Todos ganhariam, dizem.
Ao aceitarem a presença do sindicato no seu interior, empresas poderiam contar com um ponto de apoio na solução de problemas, reduzindo seus passivos jurídicos, pois os acordos teriam força de lei. Os sindicatos, por sua vez, ampliariam a sua representatividade no local de trabalho.
O discurso da Central Única dos Trabalhadores é vago e cínico. A CUT pretende criar mesas de negociação permanente, sob a tutela do Ministério do Trabalho e Emprego. Os acordos celebrados por esses comitês terão força de lei. Assim, no momento em que a empresa quiser, estará na mesa de negociação o parcelamento do 13° salário, a divisão dos 30 dias de férias em mais de dois períodos, fim das horas extras, ampliação do banco de horas, contratações temporárias, terceirizações ilimitadas.
Caso o texto seja transformado em lei, estaria garantiria “a indispensável segurança jurídica” para a celebração de acordos que reduzem os direitos trabalhistas, “em consonância com as necessidades tecnológicas, organizativas e produtivas das empresas”.
“Essa proposta é a outra face de uma mesma política do governo Dilma”, ilustra José Maria de Almeida, da CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular). Ele argumenta que o governo federal tem concedido às empresas grandes benefícios fiscais e empréstimos com juros subsidiados. “Agora quer reduzir os custos do trabalho, criando base legal para permitir a redução dos direitos trabalhistas. São dois caminhos para atingir o mesmo objetivo, beneficiar as empresas”, afirma.
O poderio econômico das empresas
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, publicou um artigo no jornal O Estado de S. Paulo no qual argumenta que a adesão ao acordo coletivo especial é “voluntário”, portanto, democrático, na medida em que depende da aceitação dos trabalhadores.
De maneira formal, esse sindicalista coloca em patamar de igualdade o poderio econômico das grandes empresas e os trabalhadores, que por não terem outra opção vendem sua força de trabalho.
Ignora que as empresas sempre legislaram com enorme liberdade as suas gestões internas, que dentro das corporações não há espaço para o diálogo fraterno e democrático, muito menos para o debate de ideias. Dada a acirrada competição entre empresas, que acessam tecnologias e equipamentos semelhantes, quando não idênticos, o setor de RH passou a ser chave na busca por melhores índices de eficiência e redução de custos.
O trabalho em equipe, ou em célula, não ampliou a democracia no local de trabalho. Ao contrário. Com suas diferentes características, essa forma de gerenciamento impele um trabalhador a cobrar do outro e do grupo mais e melhores resultados. Isso em nome da competitividade. Na economia globalizada, a concorrência não se dá apenas entre as empresas na busca por mercados. A concorrência acontece dentro da própria empresa. A matriz define quais unidades fabris receberão maiores investimentos de acordo com os custos de produção em que cada uma das plantas. Esse é parte do drama vivido pelos trabalhadores da General Motors de São José dos Campos.
O secretário-geral da CUT defende relações democráticas entre capital e trabalho. Mas oculta, de forma cínica, o poder econômico que as empresas possuem, e a violência física e psíquica que elas exercem sobre os trabalhadores, sobretudo quando o que está em jogo é a manutenção do emprego. A aprovação deste projeto irá criar um ambiente propício à chantagem contra os trabalhadores: “se quiserem manter os investimentos, abram mão de seus direitos”.
Para sobreviverem no mercado, empresas vão se valer da competitividade para converter os já agressivos modelos de gestão instituindo relações internas ainda mais violentas. Abrindo mais espaço para a rentabilização dos seres humanos e a sua transformação em coisa, descartáveis, portanto.
Essa é uma chantagem que aflige a sociedade como um todo. Diante da competição generalizada, com o trabalho sendo cada vez mais penalizado e o Estado reduzindo a proteção dos direitos sociais, acabamos por nos transformar em uma sociedade cuja finalidade é a promoção de lucros às grandes empresas e corporações.
Num cenário de crise econômica e de acirrada competição, os trabalhadores serão constantemente chamados à mesa para ajudar a buscar soluções para as necessidades produtivas da empresa. Isso ganhará contornos dramáticos.
Ao apresentar esse anteprojeto, a CUT resgata uma antiga ideia apresentada pelo então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, do negociado tendo mais valor do que o legislado. Ideia semelhante foi debatida no Fórum Nacional do Trabalho, logo no início do governo Lula, em 2003. A CUT demonstra, mais uma vez, que já não representa os interesses da classe trabalhadora, que está disposta a, por meio de uma lei, transformar os sindicatos de todo o país num balcão de negócios em benefício do capital.
Ao ser aprovado, esse projeto de lei poderá promover uma concorrência às avessas entre os trabalhadores. Sob chantagens e violências morais de toda ordem, irmãos de classe debaterão flexibilizar seus próprios direitos, para se tornarem mais competitivos do que os de outras fábricas. O que virá quando chegarmos ao limite da flexibilização permitida pelo anteprojeto?
O que os trabalhadores esperam do governo federal é a defesa do emprego e dos direitos. É isso que está sendo exigido de Dilma em São José dos Campos, pelos metalúrgicos da GM e pelo sindicato de lá, filiado à CSP-Conlutas. Mas ao contrário de esperar uma resposta, os trabalhadores estão apostando na sua mobilização contra as demissões.
* É jornalista do Sintrajud, foi diretor do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Alimentação de São José dos Campos e Região
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Por que o PSTU chama VOTO NULO no 2º Turno em Cascavel.
Passado o 1º Turno das Eleições
Municipais o PSTU agradece a todos que acompanharam nossas propostas nos
programas eleitorais, panfletos, conversas, postagens, etc.
Nós do PSTU,
juntamente com o PSOL e o PCB, apresentamos um programa que propunha uma cidade
para os trabalhadores, sem financiamento da burguesia e uma campanha militante
sem cabos eleitorais pagos; uma proposta de Municipalização dos Serviços
Públicos e um Plano de Obras Públicas para resolver os problemas
da educação, moradia, saúde, transporte, lazer, etc; bem como combater os
privilégios e a corrupção. Também fomos os únicos a combater toda forma
de opressão (machismo, racismo e homofobia) e ter políticas concretas
para isso.
Em Cascavel 742
pessoas confiaram seus votos em nossa coligação e 160 votos em nossa candidata
a vereadora, Profª Márcia Farherr. Não foram votos perdidos. Temos certeza que cada voto
foi consciente e alimentado pela esperança num futuro que hoje nos é roubado. Foram votos contra o machismo, o racismo
e a homofobia, contra a exploração e a opressão de nossa classe.No entanto, diante do resultado das urnas que levou ao segundo turno os candidatos Edgar Bueno (PDT) e José Lemos (PT), é nossa obrigação emitir nosso posicionamento público a respeito do que representam estas duas candidaturas para a classe trabalhadora cascavelense.
Para este 2º turno defenderemos o VOTO NULO porque não vemos diferença de
“essência” nas duas candidaturas. Chamaremos um voto de protesto contra os
ataques que nossa classe vem sofrendo tanto pelo governo federal do PT, quanto
pelo estadual do PSDB e municipal do PDT.
Quem é Edgar Bueno (PDT)?
Edgar
Bueno (PDT) é um rico empresário da cidade, um velho conhecido dos
trabalhadores, representante direto de um setor da burguesia da cidade. Recebe
apoio de Beto Richa (PSDB) que, dentre outras coisas, defende as
terceirizações, não cumpre com as promessas feitas aos servidores estaduais,
apesar das greves e mobilizações. Também compõe sua base de apoio setores do
agronegócio, latifundiários e grandes empresários da região. Seu partido, o
PDT, nacionalmente é base de apoio do Governo Dilma (PT).
Seu
governo foi marcado por denúncias de corrupção relacionado a super faturamento
na compra de uniformes escolares e outras. Essas denúncias sequer foram
investigadas, a maioria da câmara de vereadores é composta por membros aliados
do prefeito.
Os servidores amargam perdas salariais e um plano de carreira
vergonhoso. A Lei do Piso dos educadores
municipais não está sendo cumprida integralmente, pois ainda não implementou o
1/3 da Hora Atividade.
Os
serviços básicos são precários: caos na saúde, muitas ruas sem asfalto, falta
de saneamento básico, o transporte público é péssimo. Uma administração voltada
para o fortalecimento do capital privado, enfim, bem longe da “cidade ideal”
propagandeada no horário eleitoral do candidato.
José Lemos (PT) representa a
diferença?
Por já terem feito as experiência com Edgar Bueno
muitos trabalhadores acreditam que Lemos represente a diferença. Nós do PSTU
não acreditamos nisso e temos a obrigação de justificar nossa posição através
de exemplos concretos.
Enganam-se os trabalhadores que consideram que, com
o PT no poder, existe um governo de esquerda ou um governo dos trabalhadores. Embora Lemos (PT) tenha um histórico
de luta sindical no passado, ele não pode ser visto isoladamente, tanto de seu
partido quanto de seu programa. Em política a organização se dá por partidos e
os partidos se expressam através de programas. Em política não existe
indivíduos isolados.
O PT de hoje tem uma das mais caras campanhas eleitorais
de sua história e defende um programa para os ricos e poderosos que financiam
sua campanha e está envolvido em escândalos de corrupção da mesma forma que o
PSDB e o DEM.
Lemos
(PT) diz que vai garantir o Passe Livre aos estudantes, mas em nenhum momento
se enfrentou com as concessionárias que controlam o Transporte e a Coleta de
Lixo na cidade, como também defende a absurda criação da Guarda Armada como
método para combater a violência.
Já defendeu publicamente as ditas parcerias
público-privadas para o transporte público que nada mais são do que
privatizações disfarçadas.
Omitiu-se sobre bandeiras históricas do movimento
LGBT pela criminalização da homofobia e declarou diante das câmeras de
televisão que é contra o aborto jogando na lata do lixo da história a luta do
movimento feminista em defesa do direito das mulheres decidirem sobre seu
próprio corpo para combater as milhares de mortes e problemas de saúde que
sofrem devido a criminalização.
Lemos
fala em seus programas que vai ouvir a todos, aparece como um grande defensor
da democracia. Mas é importante lembrar que a sua tendência política no PT
(DS-Democracia Socialista) foi a principal articuladora do golpe nas eleições
da APP-Sindicato de Toledo em 2011, que impediu a posse da chapa
democraticamente eleita. Tire suas dúvidas no link:
Lemos é aliado com o PMDB de
Sarney que é base de apoio de Beto Richa PSDB. O próprio PT está junto com o
PSDB em várias cidades no Brasil. Recebeu recentemente também o apoio do PP dos
Barreiros e de Sperafico e disse recentemente em um canal de TV de Cascavel que vai
lutar para ter o apoio do PSD de Lange. Quando questionado sobre as farpas entre
ele e Lange (PSD) no primeiro turno Lemos (PT) foi taxativo: "temos mais
convergências que divergências (...) queremos o apoio de Lange e de todos que o
apoiaram".
Lembrando que, dentre os apoiadores de
Lange (PSD) estão Alfredo Kaefer (PSDB) e o ex-DEM Sciarra agora no PSD. Não dá
pra governar para os trabalhadores junto com estes senhores!
Apesar de toda confiança depositada pelo povo brasileiro o plano
econômico em vigor de Dilma no país é neoliberal, com o mesmo conteúdo do que
foi aplicado por FHC. Está apoiado nas multinacionais e nos bancos que tiveram,
nos dois governos Lula e no de Dilma, lucros maiores que nos tempos do PSDB.
Até mesmo as privatizações foram mantidas pelo PT e, agora, ampliadas por Dilma
às rodovias, ferrovias e aeroportos.
Não é por acaso que as empreiteiras e os
bancos dão mais dinheiro para as campanhas do PT que para as do PSDB e do DEM.
Dilma já cortou mais de 3 bilhões da educação e 10
bilhões saúde para garantir o envio de quase metade da arrecadação do país à
agiotagem internacional. Este mesmo governo que é amplamente reivindicado por
Lemos.
Recentemente
foi apresentado um anteprojeto de lei no congresso nacional de reforma
trabalhista. O ACE (Acordo Coletivo Especial) visa tornar o negociado superior
ao legislado, ou seja, é a livre negociação entre patrões e empregados, que,
todos sabem quem tem mais força especialmente em épocas de crises. Esta
proposta foi encaminhada pelo sindicato dos metalúrgicos do ABC, dirigida pela
CUT, hoje base de apoio do PT. Mais informações no vídeo ao lado e leia no link http://pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=14461&ida=0
Nossa
coligação teve como lema Cascavel para os
Trabalhadores porque são eles os produtores das riquezas e em nosso
entender são eles que devem se beneficiar desta riqueza.
Ao dizer que vai
“governar para todos” o PT engana a classe trabalhadora pois, enquanto se
destina bilhões aos grandes empresários que dominam o transporte, a coleta de
lixo e as obras públicas, restará somente as “migalhas” e políticas
compensatória aos trabalhadores. São sobre estas migalhas que o chamado
“Orçamento Participativo” do PT pretende que os trabalhadores decidam o que
fazer.
Não enganamos
eleitores para conquistar votos e uma vaga no parlamento. Não escondemos nossas
bandeiras, ainda que isso signifique levantar polêmicas importantes e afastar
setores conservadores.
Nos orgulhamos da vitória de nossos candidatos a
vereadores eleitos Profª Amanda Gurgel, de Natal, que fez mais de 32 mil votos,
de Cleber Rabelo, operário da construção civil de Belém, que fez mais de 4 mil
votos sem rebaixar nosso programa e abdicar de nossos princípios.
Votar
nulo no Segundo Turno não é se omitir. Não temos que procurar o menos pior como
pensam alguns. Também entendemos que não há diferenças fundamentais nos
projetos dos dois candidatos. Ambos são financiados por grandes empresas e após
as eleições a prioridade será atender os empresários. Aí o eleito dirá ao
povo: "não temos dinheiro", "estamos analisando", aquela
enrolação de sempre. Mas para os patrões a conversa será diferente. A
experiência mostra que os governos que dizem defender todos, na realidade só
querem o voto dos trabalhadores, mas vão defender os patrões.
Para
além do voto, precisamos nos organizar contra esses e outros ataques que visam reduzir
nossos direitos e salários. Faremos uma oposição de esquerda independente de
quem se eleger e convidamos a todos e todas para fazer parte dessas lutas e
defender uma cidade para os trabalhadores, uma luta incansável contra toda
forma de exploração e opressão.
Venha
conhecer o PSTU.
Acesse:
pstuoestedoparana.blogspot
www.facebook.com/groups/pstucascavel
Email: pstucascavel@gmail.com
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Tome partido, filie-se ao PSTU e venha lutar por um mundo sem injustiças sociais, um mundo socialista!
Conheça o PSTU, um partido de mulheres, homens e jovens que lutam por um mundo sem injustiças sociais, um mundo socialista!
O partido das lutas e do socialismo
Participamos das eleições para dialogar com a população e a juventude e, eventualmente, eleger lutadores que, uma vez no parlamento, atuarão como porta-vozes dos trabalhadores e suas lutas. Mas não temos ilusões. Tantos as eleições quanto o parlamento são jogos de cartas marcadas da classe dominante, que existem para deixar tudo como está.
Hoje, lamentavelmente, grande parte da esquerda abandonou qualquer perspectiva de transformação social para apostar em uma ação unicamente eleitoreira, utilizando os cargos no parlamento (e seus privilégios) como um fim em si mesmo.
Para nós, só a luta muda vida. Ou seja, só a ação direta dos trabalhadores e a juventude são capazes de arrancar alguma mudança significativa.Mas a luta, por si só, tem limitações. Por exemplo, uma greve pode conquistar reajuste salarial, mas logo depois ele é 'comido' pela inflação. Uma mobilização estudantil pode arrancar medidas como abertura de vagas em uma universidade, mas isso não impede que posteriormente o governo corte recursos da Educação e sucateie essa universidade. Enquanto alguns conquistam moradias, outros tantos são expulsos de suas casas pela especulação imobiliária. Para superar essa limitação é que se faz necessário uma organização revolucionária, que dê um sentido estratégico às mobilizações e lutas dos trabalhadores.
E qual é essa estratégia?
Não acreditamos que o capitalismo possa ser 'humanizado'. Para acabar de vez com as injustiças sociais, temos que superar esse sistema capitalista, extinguindo a exploração do homem pelo homem, e colocando a produção e as riquezas que nós mesmos fazemos em prol das necessidades da maioria da população. É para isso que existe o PSTU.
O seu voto, para nós, é muito importante, na medida em que sinaliza um apoio às propostas socialistas e um protesto contra o atual sistema. Mas não queremos apenas o seu voto. Queremos que você esteja conosco após as eleições, nas lutas, mobilizações, campanhas e eventos que o PSTU está presente e realiza durante todo o ano. Para isso fazemos um convite especial a você. Filie-se!
CONTATOS: 9951-2672 pstucascavel@gmail.com
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